domingo, 16 de setembro de 2012

O que esperar de um Luau a meia noite



Bom meninos, considerando que estamos praticamente no verão, quem aqui é adepto de praias e clubes? Eu particularmente odeio sol porque sou muito branco e não consigo me bronzear. Logo fico vermelho. Uso protetor solar com fator de proteção  alto e ainda assim me queimo fácil.  Uma vez fui pra uma convenção da empresa em que a minha mãe trabalhava em Águas de Santa Bárbara. Hotel com piscina e tudo. Lembro que passei protetor até meu rosto ficar branco parecendo um fantasma. Nas costas e no corpo inteiro.
Fiquei a tarde toda lá... a noitinha bateu uma fome danada e resolvi sair pra comer. Fui pro meu quarto, assim que cheguei e tirei o short de banho, vi o estrago. Meu rosto estava inchado e muito vermelho. E nos meus ombros, bolhas d’água. Tive de tomar banho com água gelada, não agüentava colocar nem camiseta. Tive febre e fui parar no hospital da cidade. Depois dessa terrível experiência, só ia à praia ou pra piscina, bem cedinho ou à noite, com o sol já baixo.

Hoje em dia é regra eu ir a praia ou a piscina, em horários bem específicos. Quando ainda morava no Japão, fui convidado a participar de um luau na praia. Achei perfeito porque seria em uma praia privada e a meia noite. Cheguei lá e havia uma multidão de pessoas. Muita gente bonita, música e comida. Pra chegar a essa praia, tínhamos que chegar até o porto, pegar uma lancha que nos deixava lá e só retornava a praia pela manhã. Mas tinha chalés, restaurante e até ambulatório.
Depois de curtir um tempo, vi que tinha muitos casais que deixavam o local pra andar pela praia. Havia tochas acesas por toda a orla e isso ajudava muito a caminhar. Como eu não achei ninguém interessante pra mim, resolvi andar também, talvez molhar os pés. Fui caminhando e passei por diversos casais que pareciam muito entrosados em seus beijos e amassos. Não vi nenhum casal gay e fiquei um pouco chateado. Meus amigos sumiram no meio da festa e não consegui achar mais nenhum deles.

Estava lá caminhando na boa, quando eu avistei um tronco de árvore enorme tombado na praia. Mas ele era tão grande, que eu tive que caminhar até ele pra me certificar. E era realmente enorme. Ainda tinha alguns galhos com folhas verdes então conclui que ela tinha sido derrubada recentemente. Eu estava imerso em meus pensamentos quando me pareceu ter ouvido um gemido. Até parece – pensei. Nessa escuridão e tão longe da orla. Foi quando escutei de novo. Intrigado, eu fui bem devagarzinho caminhando em volta do tronco e quando fiz a curva, vi um casal transando na areia. Estavam deitados em cima de uma toalha completamente pelados. Não pude ver com clareza no inicio, mas depois de algum tempo, para a minha felicidade, ou não, percebi que eram dois rapazes. Eles transavam com uma volúpia que parecia estar ser a primeira vez dos dois. Ambos com muita paixão e um tesão enorme. Fiquei excitadíssimo. Eu me virei pra sair, preocupado em ser descoberto quando escutei: - Fica! – Como assim, fica? – pensei. Eles não podem estar falando comigo. Continuei andando e escutei novamente o pedido pra ficar. Olhei pra trás e o ativo, estava olhando pra mim, mas continuava a meter com vontade no outro que só se limitava a gemer. Um gemido que me deixava completamente louco. E me sentindo um completo idiota, disse: - Desculpa não queria incomodar, estou voltando pra festa. No que ele retrucou: - Fica ai. Já estou quase lá. Eu não sabia se respondia ou se ia embora.... fiquei desnorteado. Ele me pediu pra ficar, mas não pediu pra participar. E eu teria participado porque eles transavam com vontade. Sai dos meus devaneios e da confusão mental que se formou em minha cabeça, quando ouvi a voz do outro que falou pela primeira vez: - Tira ele pra fora vai, bate uma pra mim que eu quero ver – disse ofegante. Eu não sei, mas foi automático. Obedeci porque já estava ficando sem controle. Perdi a noção de tempo e espaço nos minutos seguintes. O ativo disse que ia gozar e o fez na cara do passivo. Eu também gozei rápido e juro que meus jatos chegaram até eles. Só depois dessa loucura toda, que eu me dei conta de que também eram brasileiros e estávamos nos comunicando o tempo todo em português e estávamos todos no Japão. Era meio óbvio porque o luau era brasileiro.. Mas tudo aquilo foi tão inusitado, que me esqueci completamente que estava em uma praia privada no Japão.

Senti-me super envergonhado depois de gozar. Mas agiam como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo e isso me deixou bem mais a vontade. O Thiago disse que  tinha conhecido o Rafael no luau mesmo. Foram super bacanas e um deles, o Thiago, é meu amigo até hoje. Disse que ia fazer um post contando como nos conhecemos e ele simplesmente riu. Disse que ia parecer um conto. Mas realmente aconteceu e foi a experiência mais inusitada da minha vida.
O mais engraçado foi voltar à festa. Não sei se era impressão minha, mas parecia que todo mundo estava olhando pra gente. Pessoas lançavam seus olhares de soslaio de todos os cantos e pareciam saber o que havia acontecido. Fiz cara de paisagem o resto da festa. E vocês? Já passaram por experiências inusitadas na praia?
  
Aneros Brasil.

Um comentário:

Darlon Vieira Da Silva disse...

Meu Mundo.

Boa Noite,eu ñ uso banners e tb ñ adciono dos parceiros,só adciono ah lista de blogs.

Eu aceito parceria sim.

É só adcionar e me avisar em seguida que eu farei o mesmo.

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